Ouro Verde e Campo Grande são áreas de risco de contágio de Covid-19 aponta estudo da Unicamp

foto: Rogerio Capela/PMC – O grupo Nepo, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), divulgou um estudo de mapeamento de áreas de risco de contágio do coronavírus em Campinas. E os distritos do Ouro Verde e Campo Grande aparecem em destaque, como áreas de alta probabilidade de contágio, devido às condições sociodemográficas da população nesses locais. O material foi inspirado em estudo semelhante da Fundação FEAC, divulgado há cerca de um mês, que já havia apontado os distritos como áreas de risco de contágio de COVID-19. A falta de políticas públicas eficazes nesses regiões de periferia da cidade, torna a população mais vulneráveis ao contagio do novo coronavírus.

Com base em dados do Censo do IBGE (de 2010) e imagens de satélite, o estudo recomenda atenção no que diz respeito à velocidade de transmissão do vírus para uma área que abrange a região central até a região sul da cidade, onde estão Ouro Verde e Campo Grande. Outro ponto grave que o estudo ressalta, é o grande número de habitações precárias em nossa região, ocupadas por moradores de baixa renda. São cortiços, loteamentos irregulares e favelas, além do conjuntos habitacionais degradados, que tem concentração expressiva nos distritos Ouro Verde e Campo Grande e na região entorno do aeroporto de Viracopos. O estudo apontou outras regiões da cidade que apresentam essas condições.

Mais um ponto preocupante é a população idosa, que faz parte do grupo de risco, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo da Unicamp traz, que áreas do Ouro verde e do Campo Grande, têm entre 33% e 99% de moradores acima de 60 anos.

Outro perigo nos distritos citados, de acordo com o estudo, é a quantidade de moradores numa mesma residência – em média de 4 a 6 pessoas – , o que dificulta o isolamento social, uma das principais medidas para conter o coronavírus.

O material da Unicamp, também traz a baixa renda e o número de banheiros como pontos que agravam a vulnerabilidade das pessoas e ficam mais propensas a serem contagiadas pelo vírus.

O estudo foi uma atividade do Grupo de Pesquisa NEPO/UNICAMP. Os responsáveis são Dafne Sponchiado, Livan Chirona e Leandro Blanque Becceneri.

Acesse:

http://www.nepo.unicamp.br/publicacoes/Sponchiado-Chiroma-Becceneri-Mapeamento%20das%20%C3%A1reas%20de%20risco%20para%20Covid%2019%20em%20Campinas%20NEPO.pdf