5 perguntas e respostas sobre alimentação para pets

Veterinária Rachel Mosna explica como oferecer refeições saudáveis para cães e gatos e alerta sobre alergias alimentares

Foto: Ivan Babydov no Pexels – A rotina de alimentação para pets merece atenção dos tutores, que devem manter o padrão alimentar animal de acordo com o seu porte, idade, peso, raça e as orientações do médico veterinário. É comum os responsáveis pelos pets oferecerem determinados alimentos que consideram inofensivos, mas que podem prejudicar o seu trato intestinal.

Rachel Mosna, médica veterinária, esclarece as principais dúvidas sobre o assunto, como o risco que os pets correm ao ingerir doces oferecidos pelos tutores; se realmente os cachorros enjoam da alimentação rotineira e como as refeições naturais são benéficas para os animais.Confira:

alimentação para pets
Frango à mineira com quiabo é opção de alimentação natural para cachorros oferecida pelo Chef Bob
1. Gatos podem consumir carne vermelha?

Os felinos são conhecidos como seres carnívoros, portanto, dependem de uma dieta baseada em alimentos altamente proteicos. De acordo com Rachel, as carnes, em geral, “são os alimentos mais indicados aos gatos por englobar uma grande quantidade de aminoácidos que ajudam a suprir a necessidade nutricional do animal”, diz.

A veterinária, no entanto, ressalta que os gatos não devem consumir apenas a carne, “mas incorporá-la em uma dieta balanceada e orientada por um profissional”.

2. Oferecer doce aos cães prejudica o trato gastrointestinal?

Os “docinhos”, comuns aos humanos, não devem fazer parte da rotina alimentar de nenhum pet. A veterinária explica que a maioria dos doces, balas e outras guloseimas consumidas pelos tutores são produzidas com uso de xilitol, adoçante que é “altamente tóxico para o organismo de cães e gatos”, diz.

Já em relação aos chocolates, a especialista afirma que eles são grandes vilões no organismo do pet. A existência de uma substância chamada teobromina pode desencadear náuseas, vômitos, diarréia e até convulsões – em casos mais graves. Rachel alerta que não é necessário oferecer doces como recompensa aos animais, principalmente por diferenças no trato intestinal.

“Os cães não compreendem que não há necessidade de ingerir um pedaço de chocolate, por exemplo. Isso é um costume humano e que alguns tutores, de maneira totalmente equivocada, estendem aos bichos. Tal comportamento prejudica a saúde do animal, ao contrário do que pensam os responsáveis”, comenta.

Em alternativa aos doces, o tutor pode “agradar” o seu bicho de estimação e oferecer frutas que são benéficas para a saúde do animal, como maçã e banana.

3. Os cachorros podem desenvolver diabetes por conta da má alimentação?
A vetereinária Rachel Mosna: mercado de alimentação para pets está em desenvolvimento e a cada ano oferece mais soluções para nossos bichos. (Foto: Estúdio Marcos Rocha)

O diabetes é outro aspecto que aproxima o mundo animal do humano. Como nós, os bichos de estimação que seguem uma rotina alimentar irregular, principalmente com alta ingestão de carboidratos, podem sofrer com a alteração dos níveis de glicose no sangue – quadro de difícil reversão dentro do universo veterinário.

A recomendação da especialista é para que haja a orientação de um profissional na elaboração de cardápios que “privilegiam os ingredientes naturais, para que exista uma harmonia entre a comida e seu valor nutricional. Dessa forma, os cães terão mais qualidade de vida e menor chance de desenvolver esse quadro clínico” acrescenta.

4. Os animais enjoam do sabor da comida?

Não é possível afirmar que os pets se desinteressam pelo sabor das refeições por seguirem o mesmo padrão alimentar há muito tempo. A especialista afirma que outros fatores podem contribuir para que o pet evite comer o que já faz parte da sua rotina de alimentação.

“O manejo inadequado das refeições pode modificar o seu estado de conservação e isso causa a perda de seus atrativos, que são facilmente identificados pelo animal. Dessa forma, acondicioná-la na embalagem original e oferecer a comida sempre no mesmo recipiente diminui as chances do cachorro ou gato perder o interesse pela refeição”, comenta.

Outro fator que pode levar os pets a preferirem outros alimentos é a oferta da “comida de humano”. Rachel diz que “muitos tutores oferecem o que estão comendo para que o bicho não passe vontade. Esse comportamento estimula o pet a sempre querer os novos alimentos, já que os tutores sempre cederão”, pontua.

5. Alimentação para pets saudável prolonga a vida do animal?

A preocupação com a alimentação que prioriza ingredientes naturais, minimamente processados e com alto valor nutricional também faz parte do universo pet. Os tutores estão cada vez mais seletivos com o padrão alimentar que seus animais de estimação seguem, evitando a oferta de “comida de humano” ou apenas o uso de rações nas principais refeições.

Para a médica veterinária, esses cardápios possibilitam, ao pet, “seguir a dieta que era consumida pelos seus ancestrais, mais próxima do natural e sem o uso de grãos transgênicos ou aditivos químicos”, pontua.

Existe, ainda, a possibilidade de cardápios que observam as restrições alimentares dos animais e que devem ser orientados por profissionais.

fonte: Chef Bob

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