Casa de Vidro abre exposição Ocupação Escritas Ocultadas nesta 4ª

foto: divulgação/PMC – O Museu da Cidade, localizado na Casa de Vidro, no Lago do Café, em frente à Lagoa do Taquaral, abre ao público a partir desta quarta-feira, 14 de julho, a exposição Ocupação Escritas Ocultadas. A mostra pode ser vista de das 9h às 12h e das 14h às 17h, de segunda a sexta-feira. As obras integram as coleções do Museu da Cidade. A entrada é gratuita e  mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] .  

A concepção artística e performances são de Andrea Mendes. A curadoria, pesquisa histórica e textos, de Sônia Fardin.  

O objetivo da exposição é reflexionar conceitos de arte, memória e celebração, ao indagar sobre a diminuta e seletiva presença, no acervo que documenta a história da cidade, de objetos narradores da atuação de negros como sujeitos na criação cultural, política e científica da cidade.   

A exposição ocupa o espaço expositivo do Museu com três esculturas de autoria de Andrea Mendes e Samuel Pérsio: são as peças  NKYINKYIM, WOFORO DUA PA A e AKOMA NTOSO. As três peças foram originalmente criadas para compor a expografia da mostra “Ogbon Itan, a Arte e História das Áfricas no Brasil”, mas,  desde a origem, concebidas principalmente como discurso artístico tridimensional stricto sensu, ou seja, como obras que potencializam o conhecimento estético.   

Na expografia de Ocupação Escritas Ocultadas, as três peças têm a função de ativadoras da leitura crítica do acervo documental exposto para contar a história da cidade. As indagações que se buscam com os Adinkras são: como ler, no conjunto do acervo, a escrita dos saberes, dos corpos e das estéticas dos povos negros? 

Com que silêncios e ausências está ocultamente grafada a força criativa da matriz africana nas coleções oficiais?   Como parte dessas indagações, a artista Andrea Mendes e a curadora Sônia Fardin realizarão mensalmente intervenções artísticas, com o objetivo de aprofundar estes questionamentos e aflorar outros.