Apesar das dificuldades, empreendedorismo avança no Brasil

Em levantamento realizado pela StartupBlink, país está na 20ª posição em ranking mundial

Com informações da EBC

foto: divulgação – As dificuldades para ter o próprio negócio no Brasil são imensas, começar então, são maiores ainda. Mas muitas vezes empreender é a primeira (ou única) alternativa de muitas trabalhadores, principalmente no cenário atual de aumento de desemprego. No entanto, a burocracia não impediu que o Brasil se destaca-se em um levantamento realizado pela empresa StartupBlink, que analisou 1 mil empresas em 100 cidades de todo o mundo. E levou em conta a quantidade e qualidade de startups, as instituições de apoio e o ecossistema de inovação como um todo, envolvendo o ambiente de negócios.

Com isso, o Brasil entrou na lista dos 20 principais países em um ranking mundial de ecossistemas de pequenas empresas de tecnologia (startups). Os países mais bem colocados no ranking foram Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Canadá e Alemanha. De acordo com os autores, os EUA permanecem bem a frente das demais nações principalmente pelo seu ecossistema de inovação. Figuram também no topo dos 10 primeiros a Holanda, a Austrália, a Suíça, a Espanha e a Suécia.

O Brasil teve melhor desempenho nos critérios de qualidade das startups e ambiente de negócios. Mas na quantidade, ainda fica bastante atrás dos países mais bem colocados.

São Paulo é o principal centro de inovação, ficando na 18a posição no ranking por cidades. Além da capital paulista, outras cidades listadas foram o Rio de Janeiro (93º posição), Belo Horizonte (101º posição) e Curitiba (183º posição).

“Considerando o vasto potencial do mercado brasileiro e a população de mais de 200 milhões de pessoas, o ecossistema de tecnologia tem todas as condições de um rápido crescimento. Isso é evidenciado pelo crescente número de unicórnios [empresas com valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão]”, analisam os autores do estudo.

Juntamente com o Brasil, outro país que galgou posições e entrou no ranking foi Cingapura, ocupando a 16ª posição. Além de entrar no top 20, o Brasil ficou na melhor colocação da América Latina, a frente de Argentina (40º), México (41º) e Colômbia (46º).