Usina Verde é oficialmente entregue e traz ganho ambiental para a cidade

foto: Carlos Bassan – A usina de compostagem, conhecida como Usina Verde, foi entregue virtualmente nesta segunda-feira, dia 9 de novembro. Fica dentro da Fazenda Santa Elisa, no Parque Taquaral, onde também está a sede da Secretaria Municipal de Serviços Públicos. O anúncio para oficializar a entrega foi feita pelo prefeito Jonas Donizette, na tarde desta segunda-feira, 9 de novembro, durante transmissão ao vivo pelas redes sociais.

“Esta é a primeira usina pública, nesses moldes, no Brasil. A usina produz adubo orgânico a partir de lodo de esgoto, da Sanasa; restos de galharia e caixas, do DPJ (Departamento de Parques e Jardins) e de feiras livres; e de frutas e verduras, da Ceasa. O IAC (Instituto Agronômico de Campinas é o responsável por medir a fertilidade do adubo e certificar a qualidade”, explicou o prefeito Jonas Donizette.

A Usina Verde tem capacidade para transformar até 300 toneladas, por dia, de resíduos em adubo. Inicialmente, está funcionando com capacidade de 100 toneladas por dia.

Transformar esses materiais em adubo e não enviar ao aterro sanitário gera redução de gastos de R$ 2 milhões por mês para os cofres públicos. O custo de operação da usina é de cerca de R$ 500 mil. Economia de R$ 1,5 milhão.

“Ao deixar de enviar esses resíduos ao aterro sanitário, vamos deixar de gerar chorume e gás metano na atmosfera, o pior no efeito estufa. Dos atuais problemas climáticos, a maior parte é causado por esse gás. É um enorme ganho ambiental e de sustentabilidade”, disse o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.

O projeto foi elaborado pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos em parceria com a Sanasa, a Ceasa (Centrais de Abastecimento de Campinas) e com o IAC (instituto Agronômico de Campinas).

“Estamos utilizando o adubo em arroz, feijão, amendoim, trigo, café e outros. O produto é de excelente qualidade, orgânico e sem contaminantes. Já deixamos de usar 80% de adubo químico para usar este”, disse Sérgio Carbonell, agrônomo do IAC.

O investimento foi de cerca de R$ 6 milhões nas máquinas para compostagem, importadas da Áustria. A usina ocupa uma área de 17 hectares na Fazenda Santa Elisa.

“Por meio de uma parceria espetacular, entregamos hoje esta importante usina, um enorme ganho para o meio ambiente. Campinas será referência com o trabalho dessa usina”, disse o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo, durante a inauguração virtual.

“Nesse processo de compostagem, saúde e meio ambiente ganham muito. É uma grande saída. O lixo deve virar uma riqueza”, avaliou o secretário de Saúde, Carmino de Souza.

Como funciona

Quando os materiais chegam à usina, passam por três máquinas: triturador, compostador e peneira, além de permanecer por períodos no terreno, para compostagem e fermentação. Da chegada dos resíduos ao adubo pronto são entre 100 e 120 dias.

Atualmente, o adubo produzido está sendo utilizado no Viveiro Municipal e em experimentos do IAC. Quando a capacidade da usina for ampliada, o adubo também será usado em parques, bosques e praças e comercializado pela Ceasa. A usina também tem licença para atender a região.