Estação modelo do BRT no Jardim Florence é apresentada

fotos: divulgação/Luiz Granzotto – Foi apresentado nesta segunda (17) os detalhes da Estação BRT Florence, que é modelo para todas as 37 estações que compõem os três corredores BRT (Bus Rapid Transit/Ônibus de Trânsito Rápido) – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral.

A Estação BRT Florence está em processo de finalização. Foram mostradas aos presentes toda infraestrutura e layout do espaço. A estação já segue o padrão de identificação visual, acabamento (vidros laminados, piso em granito, forros), iluminação, acessibilidade (rampa, corrimão, piso tátil), e dispositivos eletrônicos (operação das catracas e das portas automáticas) que será usado em todas as estações.

Durante a apresentação da estação, um ônibus no padrão BRT operou em sincronia com as portas da estação. Quando o veículo se aproxima e para no local exato, as portas do ônibus abrem em sincronia com as portas da estação. O veículo somente sai da estação após a indicação semafórica específica e o fechamento das portas, tanto do ônibus, como também da estação. O custo da Estação BRT Florence ficou em torno de R$ 1,5 milhão.

Características  

A Estação BRT Florence tem capacidade para acomodar 450 passageiros. Os acessos à estação são realizados por rampa acessível e escada. Possuem corrimãos metálicos laterais e centrais. Guarda corpos em aço inox e catracas eletrônicas de acesso à estação e bilhetagem eletrônica. Há portas de enrolar automáticas com lâminas perfuradas nas duas extremidades da estação.

Há semáforos externos para orientação da parada do ônibus na estação. Super tachões em resina são instalados em toda a extensão da estação, para orientação e proteção nas manobras de acesso e saída dos ônibus. A iluminação é com luminárias embutidas com lâmpadas LED. Já a iluminação de emergência é feita com baterias acopladas no forro.

Abaixo do piso elevado há uma galeria técnica que abriga todo sistema de águas pluviais, alimentação da rede elétrica e aterramento da estação. A cobertura é feita com telhas metálicas. Beiral de 2,00 m em estrutura metálica e coberto com policarbonato transparente com proteção UV. Estação foi feita em estrutura metálica aparente e modular com pilares distribuídos a uma distância de 6,60 m (entre eixos). O forro é em bandeja com chapa metálica, com dimensões de 0,60 m de largura e 1,20 m de comprimento.

Armário técnico é feito em alvenaria de bloco estrutural, com dimensões de 0,76 m de largura, 3,80 m de comprimento e 2,60 m de altura. Possui quatro compartimentos distintos para abrigar quadro de força; quadro de ITS (sistemas inteligentes de transporte) e nobreak; equipamentos de manutenção; e torneira.

A próxima etapa do projeto prevê a instalação de câmeras de monitoramento, painéis de mídia eletrônica e máquinas de vendas automáticas.

Dados gerais do BRT

Os três corredores BRT de Campinas têm custo total de R$ 451,5 milhões. O BRT é a maior obra de Mobilidade Urbana já realizada no município e a maior obra pública em execução no Brasil, na atualidade. São 36,6 km de corredores exclusivos; 18 pontes e viadutos; e 37 estações e 6 terminais.

O BRT campineiro abrange terminais, estações e infraestrutura; veículos articulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado. Será um sistema mais seguro, rápido, eficiente e confiável.

O BRT Campo Grande tem 17,9 km de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí.

O BRT Ouro Verde tem 14,6 km de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova.

Entre os dois corredores há um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.