COVID-19 avança e Campinas adota Fase Vermelha entre 21h e 5h

Com a previsão de aumento de casos nas próximas semanas, prefeitura contrata mais leitos. Internações e óbitos já podem ser observados no público entre 20 e 25 anos

O prefeito Dário Saadi anunciou que Campinas adotará a Fase Vermelha entre 5h e 21h, de 23 de fevereiro a 1º de março. Das 5h01 às 20h59, permanece em vigor na cidade a Fase Amarela. Durante este horário (das 21h às 5h), apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar: farmácias, mercados, padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transporte coletivo; transportadoras, oficinas de veículos, hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria e pet shops.
Os restaurantes só poderão funcionar presencialmente até as 21h. Já os bares terão que encerrar as atividades até as 20h. Nos dois casos, além do horário permitido, os estabelecimentos poderão trabalhar apenas no sistema delivery e retirada, sem consumo local.O funcionamento dos shoppings e igrejas também deve se encerrar às 21h. O mesmo vale para serviços como academias, clubes, parques públicos, salões de beleza e similares e atividades presenciais em instituições de ensino.
“Neste momento, não permitiremos mais as duas horas extras de tolerância para os bares e restaurantes, que terão que encerrar suas atividades presenciais às 20h e às 21h, respectivamente. Depois deste horário, só serão permitidos delivery e retirada”, disse o secretário de Justiça, Peter Panutto.
Para a diretora da Vigilância em Saúde, Andrea von Zuben, o apoio da população é essencial. “Além da abertura dos leitos, estamos atuando para conter a pandemia e vamos ampliar a fiscalização de aglomerações.
“Os cuidados não mudam. Evitar aglomerações, fazer a higienização das mãos e usar máscara são essenciais para a prevenção da doença”, completou.

Não mencionada durante a apresentação dessa segunda-feira, a chegada da nova cepa da doença em Campinas já é certa, o que reforça ainda mais as medidas contra a covid-19. Apesar de ser uma decisão do estado, a cidade de Campinas já deveria estar na Fase Laranja do Plano SP, coma cidade tomando medidas para reduzir ainda mais, a circulação das pessoas. Outro ponto é o adiamento da vacinação. Sem vacinas, a vacinação na cidade está parada e sem previsão para o agendamento dos novos grupos.

A diretora da vigilância em saúde, Andrea von Zuben, em apresentação na prefeitura sobre os dados da covid-19 na cidade: números preocupam.

Situação epidemiológica da cidade preocupa

Andrea von Zuben, também apresentou a situação epidemiológica de Campinas. “Caso a projeção de óbitos se confirme, teremos mais mortes do que tivemos no pico da pandemia no ano passado, em julho. É isso que queremos evitar”, disse. “Pelo monitoramento dos leitos, observamos um aumento significativo nas internações”.
A diretora também destacou informações relacionadas à faixa etária. As internações e óbitos, embora estejam mais presentes nas pessoas maiores de 60 anos, já podem ser observadas no público entre 20 e 25 anos. “Temos internações até de crianças a partir de 9 anos, não por conta de Covid-19, mas por Srag, que também demanda internação”, completou.
As medidas de prevenção efetivas continuam as mesmas: distanciamento social, uso de máscara, higiene das mães e uso do álcool em gel.

Aumento das internações

Em dezembro, dos 2.920 atendimentos feitos no gripário, 119 pacientes tiveram que ser hospitalizados, o que dá 4%; em janeiro, foram atendidas 3.542 pessoas, das quais 123 demandaram internação, um percentual de 3,5%.
Nos 21 primeiros dias de fevereiro, foram 104 internações de um total de 2.233 atendimentos. “Nós fizemos a projeção e, se a situação continuar a mesma, fevereiro deve fechar em 6%, o que é preocupante”, explicou.

Com lotação no fim de semana, prefeitura contrata 18 leitos

A Prefeitura de Campinas contratou mais 14 leitos de UTI e quatro de enfermaria na rede privada para atender pacientes com Covid-19. Com essa ampliação, a oferta de leitos de terapia intensiva no sistema único municipal sairá dos atuais 107 para 121. Os novos leitos de UTI Covid foram comprados na Santa Casa (7), Casa de Saúde/Vera Cruz (4) e Hospital Samaritano (3); os quatro leitos de enfermaria são na Casa de Saúde/Vera Cruz.

O Governo do Estado repassará ao Município recursos para custeio parcial do aumento da infraestrutura adquirida na rede privada, sendo R$ 1,6 mil para cada leito de UTI e R$ 300,00 para enfermarias. Um leito de terapia intensiva custa R$ 2,5 mil e a Prefeitura arcará com a diferença.