Campinas em estado de alerta com calor e baixa umidade

Defesa Civil alerta população sobre os riscos do tempo seco e altas temperaturas; há previsão de chuva na sexta-feira, dia 27, quando as temperaturas ficam mais amenas

fotos: Carlos Bassan – Campinas entrou em Estado de Alerta às 11h20 desta segunda-feira, dia 23 de agosto, com o índice de Umidade Relativa do Ar (URA) batendo18,8%. A medição foi registrada através da Estação Ciiagro / IAC Campinas Região Norte e informada pela Defesa Civil de Campinas. 

O Estado de Alerta é registrado quando a URA está entre 12% e 20%. Quando isso ocorre, deve-se suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas; evitar aglomerações em ambientes fechados; e usar soro fisiológico para olhos e narinas. Além disso, também devem ser observadas as mesmas recomendações do Estado de Atenção (quando a umidade está entre 20 e 30%) que são umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins; sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas; e consumir água à vontade.

Defesa Civil recomenda o consumo de água à vontade para amenizar os efeitos da baixa umidade do ar no organismo

Risco de incêndio por altas temperaturas

calor e baixa umidade
As temperaturas máximas poderão chegar a 35° C com sensação térmica próxima de 36ºC. Alívio deve vir na sexta-feira, que tem previsão de chuva em Campinas

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) está entre as principais áreas que enfrentarão momentos de calor intenso em todo o Estado de São Paulo nessa semana, agravando o risco de incêndios. As temperaturas máximas poderão chegar a 35° C com sensação térmica próxima de 36ºC. 

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a umidade do ar se manteve baixa nas últimas semanas, levando a uma situação muito crítica para Campinas e a região. “Estamos em uma situação difícil e é preciso tomar todas as medidas de prevenção, já que a probabilidade de ocorrência de incêndios é máxima. Esta semana estamos no pior período da estiagem e há previsão de chuva somente na sexta-feira, dia 27. Qualquer tipo de incêndio fica potencializado e a população deve evitar colocar fogo para limpar e preparar terrenos ou queimar lixo. Além disso, há pessoas que soltam balões, o que é um crime ambiental”, disse. 

Para combater esse tipo de ação, a Defesa Civil reforça a necessidade de conscientização de toda a população, a fim de que tais ocorrências sejam evitadas e, caso se depare com algum foco de incêndio, deverá acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199). Não é recomendado que uma pessoa, sem treinamento e equipamentos necessários, tente apagar o incêndio, pois ela corre o risco de se ferir durante a ação.

Calor e baixa umidade 

Com a baixa Umidade Relativa do Ar, os incêndios pioram a qualidade do ar e se tornam um problema de saúde pública. A lei municipal 16.024 de 2020 proíbe provocar incêndios para preparar terreno ou fazer limpeza de mato e lixo orgânico. A multa começa em R$ 19 mil e, a depender da magnitude e extensão, pode aumentar. A legislação fica mais rigorosa no período da estiagem, tendo os baixos índices de umidade do ar como agravantes. 

Operação Estiagem – calor e baixa umidade

A Operação Estiagem termina no dia 31 de setembro. A Defesa Civil monitora as áreas de incêndios com o uso de drone e também e com imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Instituto fornece imagens capturadas por satélites que possam ajudar a Defesa Civil a identificar terrenos que apresentem algum potencial de risco no município.

A Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS), que integra a Operação Estiagem, aplica as medidas necessárias, preventivas e punitivas, para combater as queimadas. Provocar incêndio ambiental é crime. Poderão ser aplicadas penalidades de advertência e multa, variando de 80 a 80 mil Unidades Fiscais de Campinas (UFICs), valores que correspondem de R$ 290 a R$ 290 mil, sem prejuízo das medidas de reparação e de compensação dos danos causados. Quando ocorrerem em áreas especialmente protegidas, o valor das multas é dobrado, podendo chegar a R$ 580 mil.